O Brasil precisa viver um novo ciclo de crescimento. Temos que redefinir prioridades e implementar medidas que garantam de fato a recuperação da economia, a retomada da oferta de empregos e a segurança em todos os sentidos. Para tanto, é imprescindível melhorar a qualidade de nossas rodovias, reduzindo, assim, os acidentes e as mortes, o consumo de combustível e o desgaste dos veículos, entre outros desperdícios.
Mais de 60% do transporte de cargas e mais de 90% dos descolamentos de passageiros do Brasil são feitos por rodovias. Realizar fortes investimentos em infraestrutura de transporte é fundamental para oferecer segurança a motoristas, passageiros e pedestres e também para favorecer o desenvolvimento do setor e o crescimento econômico.
Nós, transportadores, estamos certos de que qualquer plano de governo precisa priorizar projetos eficientes de construção, duplicação e manutenção das rodovias brasileiras. Ao longo das últimas décadas, temos chamado a atenção para os problemas no pavimento, na sinalização e no traçado de diversos trechos.
Não temos dúvidas de que o poder público precisa reconhecer a importância da iniciativa privada e chamar os investidores para serem protagonistas dessa empreitada. A viabilização dos investimentos privados, com a garantia de segurança jurídica e propostas atrativas de parceria, deve ser sempre priorizada. Também é necessário garantir a qualidade das obras públicas.
Esperamos que essa 22ª edição da Pesquisa CNT de Rodovias, que avaliou mais de 107 mil quilômetros em todo o país, seja um instrumento de consulta para todos os caminhoneiros autônomos e demais transportadores de todo o país. Que esse trabalho da Confederação Nacional do Transporte e do SEST SENAT possa também nortear a definição de políticas públicas para que o Brasil se torne mais competitivo, com planejamento adequado e execução de obras prioritárias.