Qual a diferença entre uma rodovia em boas condições e outra em estado deficiente? O que parece ser uma questão de simples resposta se converte em uma tarefa complicada ao se desenvolver uma pesquisa rodoviária. Isso ocorre, principalmente, porque a avaliação considera aspectos não imediatamente identificáveis pelo usuário comum e que são, ainda por cima, inter-relacionados. Num primeiro momento, parece ser improvável a possibilidade de estimar se, por exemplo, os impactos negativos de uma pista mal sinalizada são mais ou tão prejudiciais quanto os de outra esburacada. Parece ser improvável, mas a Pesquisa Rodoviária CNT tem demonstrado, ao longo de suas oito edições, que identificar com precisão o real estado de conservação de nossa malha rodoviária é, mais do que factível, necessário.
Para que os resultados da Pesquisa sejam verossímeis com as condições das rodovias, a CNT vem desenvolvendo e aperfeiçoando, ao longo de nove anos, uma metodologia capaz de captar e traduzir em dados concretos as nuances dos 3 mais importantes aspectos relacionados à qualidade e segurança viárias: pavimentação, sinalização e geometria. A análise conjunta destes fatores resulta na determinação das reais condições das estradas de rodagem do país, transformando a Pesquisa Rodoviária CNT num dos mais imparciais, respeitados e consultados instrumentos de diagnóstico de rodovias hoje disponíveis no Brasil.
A consolidação desta credibilidade resulta do fato deste projeto ser mais do que uma mera coleta de dados de infra-estrutura. Ele avalia as condições operacionais dos mais importantes eixos rodoviários, localiza pontos críticos com extrema exatidão, compõe um extenso registro fotográfico, aponta as principais ocorrências de problemas e identifica os melhores e os piores trechos das rodovias. Tudo isso se traduz em informações precisas, objetivas e de fácil consulta e entendimento, utilizadas por usuários das vias, empresas, governos e meio acadêmico.
Uma das características mais marcantes da Pesquisa Rodoviária CNT é a renovação permanente do compromisso de aperfeiçoar-se, quer para atender a exigências de seu vasto e diversificado público, quer para incorporar novas tecnologias e métodos de análise. Em 2003, a Pesquisa passou pela maior revisão metodológica já ocorrida desde sua criação, em 1995. Nortearam esta etapa, em maior escala: a atualização de elementos e critérios de pesquisa, agora mais consonantes com as principais normas de avaliação rodoviária; a identificação pontual de trechos com severo comprometimento de segurança e fluidez; o maior detalhamento da análise estatística dos dados; e a reavaliação da sistemática geral de classificação dos trechos.
Com estas inovações metodológicas, a Pesquisa Rodoviária CNT adquire maior potencial para captar as dinâmicas variações da infra-estrutura rodoviária, suprindo as necessidades do país de dimensionar, periodicamente, estas transformações. Isto porque o êxito de qualquer política pública ou mesmo de decisões de investimento privado, depende, em grande parte, da disponibilidade e da qualidade das informações sobre a realidade a que se propõe transformar. E, sendo o transporte rodoviário de passageiros e de cargas a modalidade mais expressiva no Brasil, faz-se imprescindível garantir que a metodologia resulte nas melhores e mais fiéis análises.
Cumprindo seu papel institucional, a Confederação Nacional do Transporte traz a público a Pesquisa Rodoviária CNT 2003 com a avaliação de 56.798 Km dos principais corredores rodoviários do país. Com este estudo, a CNT deseja difundir a análise da infra-estrutura rodoviária para que políticas setoriais de transporte, projetos privados, programas governamentais e atividades de ensino e pesquisa possam gerar ações que promovam o desenvolvimento do transporte rodoviário no Brasil.
O presente Relatório Gerencial expõe, de forma sintética, as informações gerais da Pesquisa Rodoviária CNT 2003. Ele é composto por 7 seções, sendo a primeira esta Introdução. A Seção 2 apresenta sucintamente os Aspectos Metodológicos da Pesquisa, enquanto a Seção 3 apresenta os Resultados da Pesquisa. Na Seção 4 encontram-se as informações consolidadas por Unidade da Federação. Na sequência, a Seção 5 traz as Considerações Finais da Pesquisa Rodoviária CNT 2003 e a Seção 6 apresenta as Referências Bibliográficas. Por fim, a Seção 7, Anexos, finaliza o conteúdo deste relatório.